Associação Emival de Apoio a Comunidade

A Associação Emival de Apoio a Comunidade e uma sociedade civil e eclética, sem fins lucrativos, fundada em 01 de janeiro de 1991 e registrada em 08 de novembro de 1995, pelo seu fundador e presidente Emival Marques Neves,  essa Associação foi criada para poder ajudar crianças, idosos e portadores de deficiência. A associação emival tem como principal objetivo a pratica a atividades, ensinar e incentivar as modalidades esportivas para que possamos fazer um trabalho comunitário e social.

Um Pouco da História

Eu Emival sempre tive vontade de fazer um trabalho social, pois o meu maior sonho era ser medico, mas não foi possível realizar esse sonho, sempre tive vontade de colocar uma creche mais nunca o meu dinheiro deu para fazer isto e foi ai que eu imaginei se fosse esperar ter dinheiro eu nunca ia fazer um trabalho para as pessoas que precisa. Em 1980 quando resolvi transformar as minhas academias numa entidade social, mais foi quando imaginei tenho que ter algum capital para começar, como eu não tinha da onde tirar, nem para quem pedir, resolvi vender minha casa, meus carros e ate o telefone… e sai fora dos alugueis das academias e pedi a um ex- aluno meu , Chamado Americo Filho, um pedaço de terra lá na chácara dele, que hoje se chama Sobradinho II, como ele já conhecia o meu trabalho, não pensou duas vezes e me deu um pedaço de terra, foi ai que eu peguei o dinheiro que havia vendido  a casa e os carros e construir minha casa e a Associação ao lado e comecei a fazer o meu trabalho com a 3ª Idade, dando aulas de Ginástica Geriátrica, fazendo vitaminas a base de frutas e verduras e de vez em quando eu conseguia trazer um médico para ajudar nos problemas das pessoas na 3ª Idade, com este trabalho a gente conseguiu mais de 300 idosos e aula de Karatê e Ballet para 100 crianças e jovens.

O trabalho cresceu tanto que fui obrigado a pedir um espaço no CDS e no Ginásio de Esportes Sobradinho para dar continuidade as aulas, no Ginásio de esportes era aulas de Karatê com 500 alunos e no CDS chegou a ter 500 idosos entre o forro da 3ª Idade nas Sextas- Feiras e na Ginástica Geriátrica durante a semana.

Sem querer comecei a me envolver com o governo do DF, foi ai que eu vim aprender o que e governo e o que e trabalho social, eu fui obrigado também a aprender o que e justiça, até então estava inocente, sem saber o que significava fazer um trabalho gratuito para pessoas necessitadas. Todo lugar que eu buscava tentar recursos para da continuidade ao trabalho, as pessoas me diziam que eu tinha que ter utilidade pública Federal e Distrital para conseguir recursos perante ao governo e patrocínio, no geral eu teria quer ter uma entidade bem documentada. Então assim eu fiz fui arrumar os documentos necessários achando que era fácil, mas gastei 5 anos para conseguir toda documentação, porque a burocracia e muito grande.

Porém o dinheiro que eu tinha ja estava se acabando, mais continuei, pois se você não tiver paciência e perseverança nunca vai conseguir, e minha maior vontade era conseguir essa documentação, não era tanto pelo dinheiro e sim para conseguir a legalização da área onde esta construída a Associação, porque era uma chácara e o pessoal foi invadindo de  um lado e outro e eu fui ficando no meio como invasor. E todas as vezes que ia procurar os meus direitos os advogados da defensoria pública dizia, que eu só iria conseguir com o título de Utilidade Pública, isso significa o reconhecimento do governo e assim eu fiz, na época a administração de sobradinho estava no governo do PT, então eles concedeu que eu pudesse murar que eles ia conseguir para mim a legalização daquela área.

É assim eu fiz murei pensando que ia ser legalizado após as eleições, eu murei com a autorização da administração regional da época, só que quando terminou as eleições o governo do cristovão perdeu para o governo do Roriz. Com dez dias que eles tinham perdido as eleições, mandou derrubar o muro só que eles não  deram nenhum intimato que iam derrubar, mas a  PM, os fiscais da Terracap da  Idhab  e da administração, não deram nem o direito de me defender, pediram os documentos e o único documento que eu tinha era  a declaração do dono da charará, mas eles disseram que aquele documento não valia nada e menos de meia hora eles derrubaram o muro e disse que depois voltaria para derrubar a Associação. Pórem quando o governador Roriz tomou posse entrou uma nova administração em sobradinho, então pensei comigo, se não deu certo naquele governo quem sabe agora com o governador Roriz eu vou conseguir, pois era um governador que demonstrou sensibilizar com a miséria do povo, deu lote para todo mundo, encheu de condomínio em volta de Brasilia, então fiquei otimista em conseguir o que eu queria, mas foi quando a administração de sobradinho me mandou uma carta dizendo que eu tinha 30 dias para desocupar a área. Eu fiquei desesperado então fui a câmara distrital pedir para os deputados e presidentes da câmara para me ajudar, eles disseram que nada poderiam fazer. A única alternativa que vi foi correr para a justiça, chegando lá falei com o doutor Geraldo, advogado da defensoria pública, ele simplismente disse para mim que não ia mim dá a preliminar e que nada poderia fazer.

Mais eu fiz de conta que ia embora e voltei para traz e pedir para a secretária para ela arrumar outro advogado para mim.
-Então ela me disse: Você não falou com o Dr.Geraldo?
-falei mais ele disse que não ia poder me ajudar, então gostaria que você me arrumasse outro advogado,
-então ela me respondeu: só se você esperar o doutor Cláudio chegar.

E assim eu fiz, esperei o doutor Cláudio, quando ele chegou eu apresentei para ele o meu trabalho, ele então ficou bem sensibilizado e fez uma preliminar para mim na mesma hora e deu entrada na justiça. E ai com menos de 2 meses que eu tinha dado entrada na preliminar, o doutor Jansen me concedeu uma liminar e no julgamento o novo juiz o doutor Valdir manteu a liminar e só assim eu tive um pouco de sossego. Mais segundo o juiz da época mesmo que eu tivesse perdido, eu teria direito de pedir uma indenização, pois eles poderiam alegar que a área era pública, ele entrava com um pedido para manter a construção no local.

Mais depois o Drº. Valdir me disse que não era possivel manter a construção no local que está sob judici  e quando for ser julgada eu vou perder, então eu tinha que procurar a terracap ou um politico, alguém que poderia me ajudar ou caso contrario eles vão derrubar a associação que está localizada na AR 06  Conjunto 03 Lote 17/18 Sobradinho II e simplismente aquele local vai desaparecer, aquele trabalho que tem mais de 15 anos naquele local que e feito com carinho para a 3ª Idade e as crianças.

Mais eles sabiam que eu não tinha poder aquisitivo e nem pessoas importante do meu lado para poder me ajudar. E por isso eu fui chamado até de grileiro de terra pelo governo e pelos meus vizinhos e depois até os meus proprios alunos já estavam duvidando de mim, porque eles ouviam os outros falando e achavam que era verdade, mais tudo isso porque eu não quis virar politico, não quis pegar dinheiro do governo e repassar para eles.

Eu achava que era possivel fazer um trabalho honesto, mais vejo que não e possível, tanto e verdade que eu trabalhando no CDS e no Ginásio de esportes e na administração de sobradinho, fui mandado embora sem direito nem de olhar para trás e assim eu fiz, fiquei sem dá aula para meus alunos, depois de 2 semanas sem dá aula uma aluna arrumou a igreja Bom Jesus para que eu pudesse dar continuidade ao nosso trabalho e o padre recebeu a gente de braços abertos e assim estamos trabalhando até hoje. Por isso que eu digo ” Quando uma porta se fecha você tema obrigação de fazer outras portas se abrir”, não tem que ficar reclamando e dando uma de vitima para que as pessoas tenha dó de você, quem teve o sonho foi eu, portanto eu tenho que continuar o meu trabalho da 3ª idade, com as crianças e os doentes da minha cidade, só me sinto feliz e uma pessoa realizada assim, portanto eu vou continuar fazendo até onde eu puder.

Eu estou contando essa historia não é para vocês terem dó de mim e nem para fazer papel de vitima é para vocês ter conhecimento do que é um trabalho social e como é difícil fazer este trabalho honestamente sem demagogia e sem querer se aparecer para ninguém, simplismente ser feliz. Pois felicidade não se encontra no dinheiro mais sim no trabalho social, é claro que o dinheiro ajudaria muito mais, porém ele também atrapalharia, porque as pessoas que estão em minha volta só querem tirar vantagens por isso que eu continuo o meu trabalho com dinheiro ou sem dinheiro. Pois se eu tiver dinheiro eu terei amigos e se eu não tiver dinheiro só vou ter gente me criticando e dizendo que sou louco, mais eu estou feliz com a minha obra.

O que eu gostaria de fazer é um hospital em sobradinho II, uma quadra coberta para crianças, 50 casas para que possa morar em cada uma 2 idosos carentes, uma farmácia comunitária para dá remédio de graça para as pessoas carentes de um modo geral, idosos, crianças e a população em geral, dentista, laboratório para exames como: mamografia, ecografia, RX, e todos os tipos  de aparelhagem que não tem nos hospitais e quando tem estão quebrados, então portanto as pessoas carentes não tem como fazer esses exames porque são muito caros.

Quando eu criei essa entidade eu tinha tudo isso no pensamento e que era pegar o dinheiro do governo e fazer esse trabalho para minha comunidade de Sobradinho I e II  e ai que eu fui barrado pela burocracia. Então resolvi colocar de molho meu sonho, porque na verdade o que eu gostaria de fazer é isto mesmo, mais como não foi possível tive que adiar meu sonho.

Se um dia eu arrumar um patrocinador que ache o meu trabalho bonito e queira me ajudar a concluir a minha obra eu farei, mais sem patrocínio sinto muito por todos vocês que estão lendo essa minha historia, pois se eu tiver um patrocínio eu posso fazer do jeito que eu quero.

Esse projeto vai ficar guardado para todo sempre, pois eu tentei  de todas as formas até o ano de 2004. Isso não quer dizer que eu vou desistir do meu trabalho, tanto é verdade que eu continuo dando aula de ginastica para 3ª idade, continuo com o Karatê precariamente em Sobradinho I e II na Igreja São Vicente na Q. 03 e Igreja Bom Jesus na Q. 04 e Forró para a 3ª Idade toda Sexta – Feira, continuo cuidando das pessoas doentes e sendo voluntário no hospital de Sobradinho I e continuo lutando pela pessoas que acredita no meu trabalho humanitário, porque me sinto bem dando continuidade ao meu sonho.

Hoje estou buscando patrocínio através das empresas até uma hora alguém acreditar no meu trabalho, pois se eu deixar de fazer o que eu gosto vou me sentir uma pessoa impotente e até a agora eu não encontrei alguém que possa me ajudar mais eu tenho certeza que mais cedo ou mais tarde eu vou conseguir, seja quem for eu não aceitarei imposição o máximo que posso oferecer para o patrocinador é o recibo para ser descontado na fonte.

Isso foi um depoimento do Senhor Emival presidente da Associação na hora mais dificil de decidir se continuava seu trabalho ou parava.

“Claro que não vou parar, vamos continuar até onde puder e até onde der”….

Escrito por Emival Marques
Em 20/01/2005